Caixinha de Surpresas (26/11/2025)
Benjamin Wright disse que “o futebol
é uma caixinha de surpresas”, e bem, dos antigos cronistas da bola eu só li
Mario Filho, mas eu entendo essa frase de maneira clara neste exato momento em
que vivemos. Sou cruzeirense desde que me entendo por gente (10 anos de idade)
e nesse meu tempo como torcedor do cabuloso eu vi dois títulos do Brasileirão, 2013
e 2014, e uma cacetada de Copa do Brasil, tantas que nem me lembro, e agora
estou no precipício de algo enorme.
Se
o Flamengo marcar apenas um pontinho, o Palmeiras fica fora de jogada mesmo
ganhando os seis pontos caso o Cruzeiro ganhe os próximos três jogos é campeão
brasileiro por um ponto. Improvável? Sim, mas não impossível. Agora a questão
da Copa do Brasil, praticamente ganha, Corinthians nas semis e com a
possibilidade de ou Vasco ou Fluminense, ambos times piores. Mas não quero zicar,
só estou falando do fator futebol.
E acho que o futebol é
uma coisa linda por suas consequências improváveis. Se olharmos na parte de cima
da tabela, os três primeiros times terão como obstáculos primários o Ceará,
time que pode decidir o campeão brasileiro, é o Ceará. Se olharmos na parte de
baixo da tabela vemos a ascensão de um time perdido que pode escapar de um
rebaixamento no Fortaleza, caso o Fortaleza escape da zona de rebaixamento o
Santos tem sua queda garantida e o Internacional de Porto Alegre fica em enorme
risco. O futebol cearense pode decidir o futuro do futebol brasileiro.
O futebol é lindo,
vinte homens correndo atrás de uma bola, um homem em cada lado evitando que esta
mesma bola entre em um quadrado com uma rede, praticamente um balé. Mas como eu
disse antes, dos velhos cronistas da bola, só li Mario Filho e tenho pensado desde
então, se tem um homem que merece ter o nome do maior estádio do Brasil é ele,
o Jornalista Mario Filho, o Maracanã, o homem que escreveu A paixão do Futebol
e fez com que eu quisesse participar de um campeonato de futebol de botão.


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